O curso Em busca da Prosa Perdida, que evoca Marcel Proust, também invoca uma época, início do século XIX, em cujo bom uso da língua os professores militavam e os alunos aprendiam. Parece-me hoje que tais condutas são um tanto excêntricas e até mal vistas.
Borges escreve bem porque pensa bem. E soma tais qualidades à sua vocação para ensinar. Em busca da Prosa Perdida é mais do que um curso: é sua contribuição à civilização brasileira.
Bruno Garschagen Analista político e jornalista


