Afirma o prof. Antônio num artigo disponível no site:
Esta (as estruturas coloquiais passarem a ser vistas como referências exemplares para a escrita) vem sendo a tendência atual não só de autores, com sua crescente vocação para a repetição naturalista da dicção oral dentro da escrita, mas infelizmente também de alguns estudiosos e professores que hoje parecem em guerra aberta com a gramática – ao ponto de acusarem a boa escrita de ser uma prática preconceituosa e excludente.
Torna-se claro que, para o prof., há uma relação indiscutível entre o saber da gramática e a boa escrita. Ora, como estudante de Letras, deparo-me com condenações contumazes ao ensino da gramática tradicional normativa todos os dias. Trata-se de uma espécie de cantilena a que todos devem submeter-se sem contestar. E um dos argumentos usados pelos seus detratores é, justamente, o fato de grandes escritores (Machado de Assis, Carlos Drummond de Andrade, etc.) terem demonstrado, em escritos, certo desdém em relação à gramática, ou pelo menos ao modo como o seu estudo era ministrado nas escolas. Outro argumento, que geralmente aparece junto com este, é o de que, se a gramática fosse assim tão importante para a boa escrita, os gramáticos seriam todos bons escritores, e os escritores, bons gramáticos.
Daí se tira a conclusão - a meu ver, indevida - de que o aprendizado da gramática normativa é plenamente dispensável.
Gostaria de abrir uma discussão em torno disso e, se possível (e se ele chegar a advertir este tópico), obter a opinião do prof. Antônio em pessoa. Obrigado.

