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O escritor Antonio Fernando Borges (n. 1954) é bacharel em Comunicação, jornalista, tradutor e professor de Arte da Escrita. Tem larga experiência na construção de conteúdo parasites e na criação de roteiros e material de comunicação corporativa. Publicou o livro de contos Que Fim levou Brodie? (Editora Record, 1996 / Prêmio Nestlé de Literatura de 1997) e os romances Braz, Quincas & Cia. (Companhia das Letras, 2002) e Memorial de Buenos Aires (Companhia das Letras, 2006). Depois de ter trabalhado em diversas redações de jornais e participado da edição de publicações literárias e empresariais ao longo de quase três décadas, Antonio Fernando Borges conhece como poucos a situação atual da lingua e da cultura no Brasil. É um desses raros autores que se mantêm longe dos holofotes da mídia, construindo com disciplina e discrição uma obra consistente, tanto em valores quanto em qualidade literária. Atualmente, prepara mais dois livros de ficção. |
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Livros de Antonio Fernando Borges
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| Braz, Quincas & Cia | ||
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Nem pelo começo nem pelo fim, mas pelo "ventre da Besta". É assim que este escritor defunto decide iniciar suas memórias. Ele tentou o suicídio e não conseguiu, mas mesmo assim está morto - de uma forma que o leitor só descobrirá no momento oportuno. Em vida, o enfado tomava conta de sua rotina. A própria infância não tinha sido feliz, marcada por pesadelos terríveis, em particular o da "síndrome da igualdade progressiva". Uma visita diabólica surge para aproximar as pontas de sua vida, voltando a unir velhice, infância e mocidade: o advogado Faustino Xavier lhe traz o livro Os perigos do individualismo: um tratado, escrito em 1891 por J. Deus & Silva. Propõe então ao escritor que avalie a autenticidade da obra. O escritor cede à tentação de folhear o volume e descobre que as idéias de J. Deus & Silva são assustadoras: sua imagem de um mundo melhor seria a de um grande espetáculo anônimo em que os atores fossem controlados por um diretor tirânico e oculto - um verdadeiro inferno de marionetes. Para enfrentar o tédio e a solidão, o escritor decide aceitar a tarefa encomendada. Mas logo descobre que o endereço de Faustino Xavier é falso. Tem início assim uma investigação que fará com que o autor desça às entranhas de um manicômio para idosos carentes e reveja a história de sua família - especialmente a de seu avô, o Velho, e a do irmão dele, a quem se refere apenas como tio Maria, mas que em tudo lembra um certo Joaquim Maria Machado de Assis. Quanto ao Velho, consta que abandonou a literatura para fabricar biscoitos amanteigados, deixando um manuscrito inédito que, se revelado, faria "o mundo e a literatura tremerem". Agora, o escritor defunto tenta entender as ligações entre essa obra perdida e a utopia coletivista de J. Deus & Silva, procura decifrar o mistério de mulheres como Maria Inês, Marcela e Virgília, e acaba conhecendo o frágil limite entre loucura e razão. Nesse torvelinho, o estilo e a visão de mundo do mestre Machado são as chaves que movem a engrenagem do enigma. O leitor, absorvido pela história, vai se deixar levar até o fim pela habilidade narrativa de um autor que soube atualizar, com erudição e astúcia, a maestria do nosso escritor maior. |
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| Memorial De Buenos Aires | ||
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O diário de uma temporada em Buenos Aires escrito por um homem que nunca saiu do Rio de Janeiro. As impressões de 1939 anotadas por alguém que morreu um ano antes. Intrigas do meio intelectual relatadas por um autor que duvida da própria sanidade. |
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| Que Fim Levou Brodie? | ||
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Livro de estréia do autor, essa coletânea de contos, que homenageia o escritor argentino Jorge Luis Borges, ganhou o Prêmio Nestlé de Literatura Brasileira, de 1997. | |
| Nao Perca A Prosa - Pequeno Guia Da Grande Arte Da Escrita | ||
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ISBN: 8589309061 |
Escrever é traduzir idéias em palavras. Escrever bem é conseguir traduzir essas idéias nas palavras mais exatas, verdadeiras e belas possíveis. Eis aí um boa definição da chamada arte da escrita. Mas, enquanto o pensamento é múltiplo e simultâneo, a redação é linear e sucessiva. Aí está o maior desafio de quem quer redigir bem. Este livro vai ajudar – e muito – a superá-lo. Sem ser exclusivamente prescritivo, pretende tratar sobretudo de como traduzir a simultaneidade e a multiplicidade do pensamento na linearidade da escrita. Para o autor, ele difere de um manual, pois apresenta os fundamentos da arte da composição. Também é diferente da maioria dos guias práticos de redação ao não concentrar sua visão da linguagem na função exclusiva de informar algo a alguém – a chamada comunicação. Por entender que a aventura humana constitui muito mais do que meramente comunicar-se, esta obra vai abordar sobretudo o potencial criador da linguagem, seu compromisso com a expressão da exatidão, da verdade e da beleza, como postularam tantos grandes filósofos, de Platão a Leibniz. |
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